quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

[Naluh] Desculpa aí o sumiço...

Boa tarde a todos! ;)

Na semana tivemos um hiato nas publicações por conta de dois fatores. O primeiro foi a chuva forte que caiu em São Gonçalo e que trouxe problemas para a estrutura da minha casa, incluindo a internet que ficou off por dois dias inteiros.

O outro fator é que a nossa querida Fátima teve um problema de saúde por conta do Lúpus e vai ficar offline por cerca de um mês. Quando ela retornar, que esperamos que seja em breve, atualizará a todos com mais informações.

Devo admitir que, por conta dessa situação com nossa querida Fátima eu fiquei bastante desanimada de postar... Farei um esforço pra vir aqui e trazer coisas legais a todos.

Quero aproveitar para começar uma tradição e parabenizar as mais novas futuras mamães do nosso círculo de amizade e das nossas leitoras! Dessa forma, todo amor, carinho e beijos para Kíssia que acabou de descobrir que será mamãe, está muito feliz no auge das suas 5 semanas de gestação! Tudo de lindo na sua vida e do seu bebê, Kiki!!
<3

Até a próxima!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

[Naluh] Das coisas que acontecem quando você publiciza suas tentativa de engravidar

Hoje aconteceu um negócio engraçado. Meu marido, conversando com um amigo deixou escapar detalhes íntimos sobre a minha não gravidez e sobre quando posso tentar de novo. haha Eu ri, porque realmente achei engraçado, porque sei que é um amigo muito querido, uma pessoa simples, bacana e que está torcendo por nós. A situação é quase constrangedora, mas eu levei de boas.

Então me lembrei da quantidade de pessoas que sabiam que estávamos esperando um positivo esse mês e que ficaram esperando notícias. É uma lista considerável. Nessa lista tem pelo menos 3 pessoas que tinham CERTEZA de que eu tinha conseguido (uma amiga até me disse que eu estava com cara de grávida). Eu não levei a sério a certeza alheia, porque sabia que sem um positivo de exame, eu não estava grávida, mas uma dessas pessoas me deixou muito balançada, e é muito por ela que eu acredito que o embrião não conseguiu desenvolver, mas que houve fecundação e implantação: minha avó de 92 anos de idade. Ela disse que eu estava grávida e eu tinha acabado de tentar. Ela está começando a perder a lucidez, mas adivinhou que estávamos tentando, e mais do que isso: sentenciou que eu estava grávida quando a porra ainda estava fresca. haha Eu nem discuti (ela engravidou 13 vezes, sabe das coisas haha). Às vezes ela esquecia disso, então quando minha mãe avisou a ela que minha menstruação havia descido, ela deu um salto e perguntou: "Ela abortou?!" hahaha Tadinha... Minha mãe explicou que a menstruação havia descido, mas não sei como ela assimilou, rs.

Isso sem contar chefe, colegas de trabalho, parentes em geral, melhores amigas, familiares das melhores amigas, amigos das melhores amigas, pessoas importantes da faculdade, leitores de um blog... hahaha

Mas quer saber? Não faria nada diferente. Uma pessoa ansiosa sofre demais guardando isso só pra si. Não me arrependo. E se hoje faço menos estardalhaço não é pelos outros e sim porque quero esquecer que estou tentando (que não tá funcionando muito), e porque acho que ainda não será esse mês. Não sei, alguma coisa me diz.

Então, para os que participam dessa saga, façam as contas. Sim, passou-se o tempo de um ciclo... Preciso ser mais explícita? Não, né... haha

Até mais!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

[Fátima] O LES na minha vida de mãe

Assim como já disse para vocês, a minha gravidez foi uma maravilha... Tive que tomar uns cuidadinhos básicos na hora do parto, mas correu tudo bem! E eu realmente fiquei muito bem até a Milena fazer 2 anos.

Para quem não sabe, o LES (Lúpus Eritematoso Sistêmico) não tem cura e sim controle. Quando não há esse controle, ele faz com que seu próprio sistema imunológico te ataque, gerando infecções. Muitas coisas podem gerar uma crise, inclusive a gravidez... O meu, inclusive, só mostrou os sintomas porque fiquei grávida. Os estresses diários aliados à minha falta de disciplina com os remédios, (porque quando eu tô bem eu esqueço que eles existem... Sim, eu sei que tô errada) me fizeram ter uma nova crise em 2009.

Ele atacou meus rins, causando uma nefrite... Meus pés incharam, fiquei hipertensa e ainda tive que aumentar o uso da cortisona. Eu vivo um "amor bandido" com essa tal de cortisona porque ela controla o lúpus, porém a alta dosagem necrosou a cabeça dos meus dois fêmures e me fez perder parte dos movimentos do quadril. Isso causa dor constante... Uma dor que sinto há tanto tempo que já até acostumei.

Essa falta de movimentos, me trouxe grande dificuldade em fazer certas coisas em casa (como correr atrás de Milena, por exemplo). Sem contar que Milena desde cedinho viu toda a minha rotina médica, meu sofrimento na hora das dores... Isso fez com que ela crescesse com a imagem de uma mãe fraca! Por isso a minha falta de moral em alguns casos, além de perder as rédeas para a minha mãe.

Eu passei de 2009 até 2013 meio que sem rumo, num estado de conformismo, com o lúpus alternando entre atacar rins e coração, além de andar de muletas, depois bengala. Meu estado não era deplorável, mas eu não conseguia me sentir "mãe" daquela maneira, sem conseguir fazer nada. Nunca podia estar presente na escola porque não podia pegar sol, ou porque tinha que andar muito, não podia dançar com minha filha nas festas de criança e nem brincar de correr com ela. Aí veio a depressão e ajudou a ferrar com tudo... Depois de umas sessões de análise e muito rivotril (s2), minha mente fez um "BOOM!" e eu saí daquele mundinho de proteção que eu criei. Larguei a bengala de lado, porque fazia tempo que eu tinha me acostumado com a dor e já andava sem mancar, vi que dava para me encher de protetor solar e pegar sol sem morrer, passei a ser presente na escola e a dançar Anitta (>_<) com ela nas festas, mesmo que eu fique sem levantar da cama depois...

Sem contar que comecei a fazer um curso, sair de casa, ter uma vida... Aí, ela vem me enxergando como uma pessoa mais forte e, acima de tudo, como mãe dela e tem me dado mais crédito... Agora falta me obedecer mais... é um processo demoradinho, mas eu chego lá... #oremos

Beijinhos! =**

*Sim, eu sou indisciplinada como a Naluh... Tão indisciplinada que não consigo nem ter um horário certo para fazer os exercícios de Yoga que prometi que iria tentar com ela... Tão indisciplinada que esqueci que hoje era meu dia de postar e não programei o post... me julguem! E Naluh, me perdoa... pfvr?*

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

[Naluh] Yoga como preparação para gestação

É preciso que vocês saibam algumas coisas a meu respeito:

  1. Eu sou taurina e portanto comilona e preguiçosa - e isso me rendeu algumas gordurinhas em locais que tendem a ter gordurinhas...
  2. Eu sou uma pessoa noturna e a vida só começa pra mim depois das 10h. Acordar cedo pra mim, aquele cedo saudável, é as 8h. Antes disso é purgatório e meu dia todo se desenrola like hell.
  3. Eu não curto atividades físicas em geral. O que mais curti até hoje foi corrida e a yoga.
  4. Eu sou muito indisciplinada - por exemplo, só tomei uns 5 comprimidos da cartela do ácido fólico...
Partindo dessas informações, não é dificil concluir que meu planejamento para estar em boa forma para a gestação é um failure total, não é? POIS É.

A meu favor tenho o fato de que depois que eu vi um vídeo da Coca-cola sendo fervida e virando uma calda preta, toda vez que bebo, sinto o sabor super-ultra-mega ativo do açúcar e ela já não me satisfaz mais. Tenho bebido, portanto, litros e litros de água nesse verão, o que é maravilhótimo. 

Eu realmente queria não perder meu corpo depois da gestação, porque eu posso estar gordinha, mas eu me acho gostosa do tipo mulher-real-gostosa. E, por mais besta que isso possa parecer, grande parte da minha auto-estima vem do formato do meu corpo. Sempre tem coisas que a gente queria melhorar e talz, mas eu gosto dele e, pelos meus estudos, se eu quiser voltar rápido ao meu corpo de antes da gravidez, preciso amamentar e ter uma prática regular de exercícios anterior à gravidez.

Esse não é muito o momento para corrida na minha vida. A ideia de sair pra correr e voltar assada do sol não está nos meus planos. Tentei fazer caminhada com uma grande amiga, mas só fui uma vez (eu vou encontrar as forças, Nats. Prometo)... Passamos menos de uma hora caminhando e mais de 3 conversando, sentadas, confortavelmente num banquinho da Reitoria da UFF... A nosso favor, não havia cerveja no encontro.

Por fim, há muitos anos venho paquerando a yoga. Uma grande responsável por isso é a bailarina de Tribal Fusion Rachel Brice que é praticante há muitos anos e faz coisas incríveis enquanto dança. Em adição, eu sou uma pessoa ansiosa cuja mente está sempre falando. Eu falo alto e sou nervosa. Rôo unhas e tenho dificuldades para dormir periodicamente. Sempre tive grande consciência do quanto a prática de yoga pode me ajudar, e para completar, nunca vi um yogi gordo. Na verdade, esses dias encontrei uma mulher, mas foi a única além de Buddha...

Sempre brinco que yoga é o exercício perfeito pra mim porque posso fazer sentada e quase não se mexe. É uma piada. As pessoas riem. Não sei se porque elas não conhecem a yoga e por isso faz sentido, ou se porque elas conhecem a yoga e tem pena de mim... 

O fato é que eu tenho tentado, desde o início desse mês (e ano), fazer algumas coisas de yoga. Escolhi o Ashtanga Vinyasa por ser umas sequências fixas e não muito longas. Fiz umas cinco vezes só e, embora isso pareça ruim, é bom, é ótimo! Espero estar mais equilibrada emocionalmente e fisicamente até o fim do mês, de forma que eu possa continuar fazendo quando embarrigar.

Aém disso, leiam aqui e aqui os benefícios de se fazer yoga durante a gestação!

Aqui o vídeo que estou usando:




Espero que gostem!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Fátima] Pérolas da Milena

Complementando o post de ontem, resolvi resgatar algumas pérolas que a Milena solta em discussões comigo, ou numa conversa normal e também os desenhos inusitados que ela faz:

O dia em que ela chegou mal humorada do colégio

Entrou, jogou a mochila no chão da cozinha, foi até o quarto, tirou o tênis, pegou a chupeta, deitou na sala e dormiu... Enquanto a mamãe pensava com ela mesma se era possível uma menina já agir como adolescente aos 06 anos...

Conversa das Barbies

*Brincando sozinha com as Barbies*
Barbie 01: Amiga, por que você não trouxe minhas roupas?
Barbie 02: Desculpa, amiga, eu não sabia que era para trazer...
Barbie 01: Você nunca sabe de nada, sua inocente!

O Chorão morreu

Milena: Vó, você sabia que o Chorão morreu?
Vó: Não!
Milena: Ele morreu porque ele fumava muito crack!
(essa pergunta já foi feita para todos os familiares e amiguinhos do colégio)

Grifo

Milena: Mãe, mãe, mããããe!!! Grifo é aquele bicho com cabeça de pássaro e pé de leão, né?
Eu: É!!
Milena: ........... LEGAAAL!
*sai correndo sem dizer mais nada*

Discussão com a vovó

Vovó: MILENA, VOCÊ NÃO PARA DE APRONTAR!! PARECE ATÉ O SACI PERERÊ, AQUELE DE UMA PERNA SÓ!
Milena: ÔH, VÓ! O SACI PERERÊ NÃO TEM UMA PERNA SÓ... ELE TEM UMA PERNA IN-VI-SÍ-VEL!
*enquanto isso, a mamãe aqui trancada no banheiro chorando de rir*

Blefando

*Irritando a mamãe fingindo ser outra pessoa*
Eu: Milena, para...
*ainda fingindo ser outra pessoa*
Eu: MILENA, PARA!!
Milena: Calma, mãe... eu estou só blefando...

Aprendendo a confiar na Elsa

*assistindo Frozen pela 9374663534434ª vez*
Eu: Milena, muda um pouco de desenho... eu não aguento mais essas músicas!! Chega de "Let it go"!!
Milena: Mãe, você tem que aprender a confiar na Elsa!
...

Desenhos

Mamãe comendo criancinhas que dão em árvores

Quando eu vi esse desenho, imaginei que ela tinha me desenhado comendo criancinhas que dão em árvores, mas depois ela me explicou melhor dizendo: "Mãe, eu te desenhei grávida de mim, pegando a maçã com cara de gente do desenho 'A Laranja Irritante'..."
Perguntei sobre os OVNI's e ela respondeu: "São bocas com asas, mãe..."



Minotauro

Filha, o que vc aprendeu na escola hoje?
- O Rei morreu porque o Minotauro comeu ele... Hihihihihih!

(Em cima da palavra "Minotauro" é um coração com asas e chifrinhos porque, de acordo com ela, "O coração da mamãe não é normal!" ♥)



Lilith

- Mãe, quem é essa moça pelada no seu facebook?
- É a Lilith, Milena!
- Posso desenhar ela com roupa?
- Pode, mas tem que desenhar a cobra também!



Fantasma

Pedi para ela desenhar um hoje especialmente para eu postar aqui no blog e saiu esse. A descrição é: "Fantasma cacheado fazendo 'Uuuu', segurando a boneca bruxa marrom igual à minha tia Lisandra!"



Gostaram? Eu adorei!
Assim que juntar mais pérolas, eu posto aqui!!

Beijinhos! =**


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

[Fátima] Criança tem querer sim

"Foi sem querer querendo..."

Vou fazer uma mudancinha básica nas minhas postagens agora: dei uma pausa nos posts sobre a "Milena bebê" porque senti vontade de contar para vocês como é minha rotina atual com ela. Vou escrever sobre os dias de hoje e os posts terão a etiqueta "Momentos atuais" e conforme eu for vendo necessidade (e lembrar também, porque já fazem 07 anos), eu volto a minha história... até porque tenho muita coisa para contar.

Moramos eu, ela, minha mãe e meu irmão e todo o dia tem briga: dela comigo, dela com minha mãe, da minha mãe comigo. E o problema maior que tenho todos dias são as discussões com a minha mãe sobre a criação de Milena. (isso vai virar post)

Devido aos anos que passei muito mal do Lúpus (eu vou escrever sobre isso também) a minha mãe teve que tomar as rédeas da educação da minha filha e eu fiquei no posto de "irmã mais velha". Isso não é bom porque, um fato que existe é que filhos adooooram irritar as mamães. Agora vocês imaginem quando junta a vontade de irritar a mamãe com a necessidade de chamar atenção por ser "irmã mais nova"? É realmente um problemão que venho tentando resolver.

No ano passado, eu tive uma melhora considerável e comecei a pegar as rédeas de volta. Tá sendo difícil, mas vejo melhora a cada dia! (Obrigada, 100or!)

Uma das coisas que eu sempre fiz questão foi que ela pudesse escolher o que ela quer: desde a roupa que vestir, até a música que ela ouve. A mamãe é do rock n' roll e a Milena curte Mc Gui! *mamãe chora em silêncio* Ensino os valores básicos sobre amar o ser humano e os animais, respeitar os mais velhos (não funciona muito), não falar com estranhos... Mas não como imposição. Apenas ensino como ser uma boa pessoa, deixando ela processar as coisas dentro da cabecinha dela e formar uma opinião sobre isso. Por exemplo: ela vê um casal homossexual e entende que aquilo é amor. Lógico que ela pergunta "Mãe, eles são 'gay'?", eu respondo que sim, ela não fala mais nada e age como se nada tivesse acontecido!

O mesmo acontece com os valores religiosos: A minha mãe é evangélica, a ensinou sobre Jesus, céu, inferno... Ela tinha uma visão toda medrosa das coisas não cristãs e isso eu já desconstruí, pelo menos. Por exemplo: ela não tem medo de vampiros, lobisomens, fantasmas! O que deixa a imaginação dela (que é fértil pra caramba) fluir naturalmente. As brincadeiras saíram do "Eu sou a mãe, vc é a filha" para "Eu sou a bruxa da floresta, você é fada do ar" ao mesmo tempo que o peito da mamãe aqui se estufa de orgulho por ver que ela é tão parecida comigo! ♥

Outra coisa foi apresentar a ela outros canais que não fossem os de desenho (nada contra, eu adoro a Disney). Ela ainda vê, porém a pego assistindo Discovery Channel, o Animal Planet e o Viva!... uma coisa que ela ama são as novelas antigas. Lógico que controlo as cenas, mas ela curte e quem sou eu para reclamar? (eu odeio novelas...)

Meu maior desafio no meio dessa liberdade toda é manter a voz ativa. Criança é um bicho muito sacana que quer te morder se você dá muita confiança. As guerras de opinião são diárias, porque agora ela sempre tem algo a acrescentar em tudo que eu digo e não entendeu ainda que é melhor ficar quieta quando tem alguém falando, que não se dá opinião em conversa de adultos e nem se espalha ao mundo o que se ouve dentro de casa... Estou trabalhando nisso, me desejem sorte! E se alguém tiver alguma sugestão de ajuda eu aceito afinal, "o bagulho anda doido" genty!

Beijinhos! =**


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

[Naluh] Sobre a família que largou tudo e foi viver como humanos no meio do mato

ou "O dia em que Naluh chorou com uma dorzinha no peito por ter tantas coisas que quer fazer no mundo-muderno-civilizado-acadêmico ao mesmo tempo em que quer largar tudo e ir viver numa comunidade alternativa autosustentável no meio da Chapada dos Veadeiros bem perto de Alto Paraíso"

Oi, aqui é a Naluh numa edição extraordinária do Materna Ísis, rs.

Recentemente, num dia desses de janeiro, apareceu na minha timeline do Facebook uma reportagem do blog Nômades Digitais, dessas que marca nossa vida pra sempre. Era a história de uma família brasileira que decidiu largar a vida em Lagoa Santa, Minass Geraiss, e foi viver no meio do mato da Chapada Diamantina, na Bahia, uma vida linda, simples, onde viver mais importante do que o que a gente tem na vida, como se vive, como não se vive, como se ganha a vida, quem você é no mundo.

Gente, como aquilo doeu no meu coração. Mas uma dor boa. Ao mesmo tempo ruim. Mas boa. Não posso dizer que foi invejinha. Posso dizer que tocou numa necessidade da minha alma. Me comoveu dolorosamente. Não sei explicar.

Eles levaram o pequeno Tomé no colo e a Nina no bucho, pra viver uma vida linda, saudável e sem as neuroses com o capitalismo.

Foto: Manu Mello Franco, retirada do site Nômades Digitais

Há algum tempo eu venho trabalhando em mim tantas coisas, valorizando as coisas que realmente importam... Eu não preciso de tudo o que eu tenho, eu não preciso de tudo aquilo que me fizeram crer que eu precisava, eu não preciso ter tudo aquilo que por ventura em algum momento eu quis. Do que eu preciso então? De agradecer por ter uma casa, mesmo que ela nunca tenha sido terminada. Agradecer por ter roupas, mesmo que vira e mexe alguma dê uma manchadinha, tenha um fiozinho puxado e por precisar lavar com alguma frequencia para ter o que vestir... Agraceder por ter o que comer e o que beber quando preciso (rs). Preciso mesmo é olhar pro mundo e enxergar o que realmente importa! E o que importa é o amor, é viver, ser grato, se amar, cuidar de si próprio. Amar e cuidar das pessoas que nos são caras, com quem a gente se importa. É preciso tão pouco pra gente ser feliz de verdade! Eu mesma fui criada com tão pouco e fui uma criança tão feliz! Depois vem aquela enxurrada de falsas necessidades que faz a gente sentir que precisa de mais do que tem. Tudo fake.

Um dos meus mais caros projetos é uma casinha de madeira, construída pelas minhas mãos e as de meu marido, bem pequenininha, numa cidadezinha mais afastada - todavia perto o bastante da metrópole pois não quero largar a acadimia. Lá dentro da casinha, apenas o essencial. É nessa casinha é que planejo criar meu futuro rebento. Num quintal gramado, pra fazer acampamento de noite, com árvore de fruta pra pegar e comer ali mesmo, sem lavar. Pra ler na sombra da árvore, em voz alta. Pra correr pra chuva depois de um dia quente como os que temos vivido no Rio de Janeiro e depois correr pra casa, tomar uma chuveirada, colocar uma roupa limpinha e comer bolinho de chuva, feliz.

Não é tão radical quanto o que essa família fez, mas é bastante intenso pra mim. Quero ensinar valores pro meu bebê que permitam que ele seja feliz com muito ou com pouco. Quero proporcionar uma infância que ele vai lembrar com amor a vida inteira e que vai desejar proporcionar pra seu próprio filho um dia.

Algumas imagens do instagram da Manu, me remetem ao tipo de vida que eu quero viver/oferecer pro meu rebento, e elas estão aqui pra baixo... Espero que inspire...


Uma foto publicada por Free yourself🎈 (@manumelofranco) em




Querendo saber da história deles, contada pela Manu, é só ir no blog deles, Notas sobre uma escolha. Boa noite a todos. :)