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sexta-feira, 3 de abril de 2015

[Naluh] Parto de Lótus

Andei sumida. Fiquei bastante xoxa quando a Bá ficou internada, perdi bastante do tesão do blog nesse período. Por outro lado, esses últimos três meses foram bastante estressantes aqui em casa. Muitas dúvidas rondaram nossas cabeças e isso incluiu a decisão de ter ou não um bebê. Foi um momento bastante difícil, que estamos trabalhando para superar. Todo esse estresse deixou minha ovulação instável e ainda estou tentando colocar isso em ordem.

A questão é que, com o perdão do trocadilho, o plano de ter um bebê não foi abortado.

Outro dia, no facebook uma amiga linda que está gestante de quase 40 semanas me marcou num post sobre o Parto de Lótus. Dei uma olhada nos comentários, e não vi nada demais, apenas uma moça perguntando se seria necessário carregar bebê + placenta por três dias e como a resposta que deram a ela também foi equivocada, resolvi escrever esse texto e trazer uma síntese do Parto de Lótus.

Algumas mulheres que optam por esses métodos diferentes, muitas vezes são chamadas de loucas, hippies, irresponsáveis e etc. Infelizmente vivemos numa cultura onde o artificial é sempre preferível ao natural. Que pena.

Mas sim, muito provavelmente sou louca, certamente hippie, mas irresponsabilidade é uma coisa que passa longe. Somos loucas por ousar viver e pensar fora da caixinha. Isso muitas vezes provoca o isolamento e a sensação de não pertencer a esse mundo. Somos hippies por que acreditamos que a natureza nos fornece aquilo que precisamos. Que podemos parir em nossas casas, que devemos respeitar o sagrado momento do nascimento e que a placenta, que foi que nutriu nosso bebê dentro do nosso corpo, foi "mãe" dele antes de nós sermos. A placenta e o bebê possuem uma conexão que consideramos mais que saudável, sagrada. Algumas dessas hippies-loucas, esperam parar de pulsar para, aí sim, cortar o cordão. Outras acreditam que devem deixar o cordão secar ainda ligado ao bebê e à placenta e deixar desprender naturalmente. Algumas optam por descartar a placenta fresca. Outros por desidratar, encapsular e consumir. Mas nenhuma dessas mulheres faz essas coisas desconsiderando riscos, sejam à elas ou ao bebê. Nenhuma delas faz por gostar pouco de seus bebês. Isso tudo faz parte do extremamente controverso direito de decidir o que é melhor para si e para seus rebentos. Gostando ou não, concordando ou não, a única coisa que podemos fazer é respeitar.

Vamos ao Parto de Lótus!

Créditos da imagem: http://www.homeinthehive.org/2013/08/lunas-lotus-birth.html#.VR9I-PnF-X8
À propósito, leiam esse artigo, pq é super.

Imagina que louco se quando seu bebê nascesse, ao invés de você (ou o médico, ou o pai) cortar a circulação do sangue entre a placenta e o bebê para cortar o cordão e jogar a placenta fora, você mantivesse a placenta ligada através do cordão ao bebê por cerca de três dias, ou seja, até o cordão secar e cair naturalmente, sem cotoco?Alguma das minhas fontes disse que foram umas hippies-loucas-iogues que começaram a difundir a prática nos anos 80, mas que a mesma encontrar eco nas práticas indígenas (dessa parte eu não tenho certeza).

Pois é. Esse é o parto de lótus.

Pergunta #1: POR QUE CARGAS D'ÁGUA?

Antes de tudo é necessário explicar que o parto de lótus aparece como uma prática de inspiração filosófica-religiosa. Acredita-se que uma criança que não passa pelo trauma do corte precoce do cordão umbilical é uma criança mais tranquila, mas "inteira". O principal vínculo que possuía até nascer não é cortado grosseiramente, e sim desfeito naturalmente. Pode parecer bizarro, mas na vedade faz muito sentido se parar para analisar o fato de que o coto de cordão, cortado precocemente (da forma como é feito nos hospitais) leva cerca de 9 dias para cair, o coto de cordão que esperou o cessar das pulsações leva cerca de 7 dias para cair e o cordão não cortado se separa do bebê em cerca de 3 dias. Faz muito sentido.

Esse é o diferencial. O bebê nasce, mas seus vínculos prévios não são cortados à força. Espera-se o tempo deles de se separar. Os benefícios físicos não são diferentes daqueles cordões que são cortados após o fim das pulsações:

1. Transfusão completa do sangue da placenta para o bebê (o que alguns especialistas afirmam que pode evitar a anemia em recém-nascidos);

2. Vitamina K direto da placenta, toda a vitamina K da placenta (o que alguns especialistas dizem que elimina a necessidade de vitamina K extra aplicada pelos médicos; outros especialistas dizem que só reduz, eu acredito nos primeiros especialistas);

3. O bebê recebe mais células-tronco;

4. O bebê tem a imunidade aumentada, porque recebe mais células de defesa da placenta;

5. Não tem o risco do coto infeccionar, porque não tem coto.

Benefícios psicológicos?

1. Estimula a mãe a sossegar o facho, uma vez que andar pra lá e pra cá significa carregar bebê + placenta;

2. E por isso, estimula o vínculo entre a mamãe e o bebê¹.

Dito isso, vem a segunda pergunta: MAS E A PLACENTA? VAI APODRECER, NÃO?

Se você deixar ela lá, de boas, sim. Se você tentar dar banho com sabonete e amamentar a placenta, sim. Por isso, é importante distinguir os cuidados que você deve ter com a placenta e os cuidados que você vai ter com o bebê. Os que você vai ter com o bebê é basicamente, manter limpo, manter alimentado, manter confortável. Ok?

Já a placenta, você vai precisar manter limpa e seca (sim, é bom lavar, pq né?, ela vai estar cheia de sangue, mas não precisa usar sabonete neutro). O que eu já vi no YT foi gente usando toalhas absorventes (tipo tapete descartável pra xixi de cachorro e gato dodói) para tirar o excesso de umidade e colocando camadas de sal marinho e alecrim na placenta uma vez por dia, durante a higienzação, depois enrolando em uma toalha absorvente nova, num lenço de seda e ta-dá! Já li gente dizendo que só começa a ter um cheiro almiscarado no segundo ou terceiro dia, mas aí o cordão cai e você não precisa mais vestir a placenta pra festa².

Pergunta #3: O QUE QUE EU FAÇO COM A PLACENTA DEPOIS?

A parte fofa: você pode plantar numa árvore frutífera! Olha que lindo! Uma árvore que vai nascer praticamente junto com seu bebê. <3 Eu acho essa ideia linda!!

Oooou você pode jogar fora, enterrar, cremar e colocar as cinzas num relicário (ou jogar as cinzas em algum lugar diferente), aproveitar que já está no sal há três dias, acender a churrasqueira e... :P

Essa mamãe aqui fez uma farofa. hahaha Menira, é sal, ervas e pedras (tumalina)
Créditos da imagem: http://www.unfoldinglotus.com/lotus-birth.html

Brincadeiras à parte, espero que tenham gostado da minha explicação do parto de lótus. Eu acho muito bonito, embora um pouco anti-prático. MAS TAMBÉM QUEM FOI QUE DISSE QUE TUDO TEM QUE SER PRÁTICO? Tem que ser bom, principalmente pro bebê.

Aqui embaixo vou colocar o link de um vídeo do YT onde uma moça mostra fotos e vídeo de como cuidou das 3 placentas que ela pariu e como ficou o umbiguinho dos três filhotes dela. É em inglês, mas as imagens falam por si. Beijo.



__________________________
¹ Esses itens são do site http://vilamamifera.com/mulheresempoderadas/parto-de-lotus-voce-ja-pensou-sobre-isso/
² http://www.foxnews.com/health/2013/04/11/lotus-birth-trend-keeps-umbilical-cord-and-placenta-attached-to-baby-for-days/#ixzz2QBLBk9Ih


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

[Fátima] O dia em que o bebê mamou mais do que devia

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/amamentar-e-ter-afinidade-com-o-bebe/

Como eu disse no último post, eu não sabia amamentar e a Milena mamava como se não houvesse amanhã. Meu peito feriu e quando eu ouvia o chorinho dela de fome, eu chorava junto imaginando a dor que eu ia sentir.

A vovó teimava em dizer que meu "leite era fraco", porque eu era doente, porque eu tomava muito remédio e que a bebê estava passando fome. Insistiu durante horas ao meu ouvido para que eu comprasse o maldito NAN® e eu acabei cedendo. Até porque o meu peito também estava necessitado de um alívio! ¬¬'

A Milena tinha acabado de esvaziar meus dois seios, se passaram 10 minutos e ela começou a chorar, chorar, chorar... A vovó teimava que era fome enquanto aquele inferno mental se formava na minha cabeça. Fui até a cozinha, preparei metade dos "ml's" que a lata caríssima de NAN® orientava a fazer e dei... Ela fez questão de mamar tudinho rapidamente e em seguida, vomitar (ou "gorfar") todo... todo... TODO... o complemento na minha cara... *chora, Fátima*

Eu ainda intercalei o NAN® com algumas mamadas porque realmente eu sentia muita dor ao amamentá-la toda a hora (e também porque aquilo era caro e aquela lata tinha que acabar), mas não a fazia muito bem. Deu prisão de ventre, cólicas, essas coisinhas chatas de recém-nascido que a gente fica na dúvida se teria se só mamasse no peito.

Aí levei na pediatra, que mandou eu parar com o NAN® e a educasse a só pegar o peito com intervalos de 1h e meia, para começar... E que, se ela chorasse muito nos intervalos, eu desse um cadinho de água. Sim! As mamães mais radicais podem dizer que bebê que só mama no peito não sente sede, porém minha filha nasceu em outubro, e nós morávamos numa casa sem laje, apenas com um telhado de telha "Brasilit®" = calor dos infernos.

O bom disso tudo é que ela cresceu gostando de beber muita água, e esse costume perdura até hoje. O método deu certo, ela só mamou leite de peito e bebeu água até 6 meses. Não era um bebê gordão, daqueles que todo o mundo gosta de ver, mas também não era abaixo do peso e nem teve probleminhas por tomar uma aguinha de vez em quando, viu?!

Com o tempo, o meus seios melhoraram e ela parou também de mamar de 10 em 10 minutos. Eu não sei se eu fazia errado, ou se isso é normal de recém-nascido mesmo, ou se aconteceu só com ela, mas com 3 meses parecia que tudo já estava dando certo... Pelo menos essa fase já estava vencida! E mal sabia eu que outras ainda estavam por vir...

Agradecimentos especiais

Hoje, eu tenho agradecimentos especiais a fazer: primeiro à minha irmã gêmea com 3 anos e 3 dias de diferença, Naluh!! Sem ela, esse blog não seria possível! Em seguida, às nossas fiéis seguidoras Nats e Barbara e ao pessoal que nos acompanha pelo facebook curtindo e comentando! Nosso blog está com um sucesso que eu não esperava!! Estou super feliz!! Vou até distribuir amores porque sou mentira fofíssima: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Beijinhos! =***


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

[Fátima] Os terríveis primeiros dias


Depois que Milena nasceu, eu só pensava em como seria lindo deitar na minha caminha confortável e dormir sem o barrigão... Só que o vovô Chico, antes de me levar para casa, resolveu passar na casa da "Bisa Maria" para mostrar pra todo o mundo o "pacotinho novo". Tá, dava pra aguentar mais umas horinhas a mais... (Não, eu só fui educada...)

Acho que um dos meus maiores problemas é a dificuldade de me impor em certas situações, por exemplo: teve um dia que recebi uns 10 parentes ao mesmo tempo para conhecer o bebê. Isso na primeira semana... Foi estressante, virou festa, todos dizendo o que fazer e o que não fazer. (#ficaadica para as mamães: vocês podem e devem estabelecer um limite de visitantes por semana. Não se preocupem em parecer antipáticas! E para os visitantes: pelo amor... Deem uma trégua para as recentes mamães!)

Outra coisa dificultosa para mim foi amamentar. Eu não aprendi o jeito certo. Me ensinaram 847623853423654 vezes e eu não aprendi, então a Milena mamou do jeito errado mesmo. Me feriu, me esfolou, sangrou, eu chorei... muita coisa... E foi assim até meu peito "acostumar". E ela mamava toda a hora, já nasceu "fominha"!

E na hora de dormir? Bem, dormir direito não foi possível. Eu planejei nunca acostumá-la dormir comigo. Ia conseguir levantar 38373464 vezes na noite, trocar fraldas, amamentar, botar ela para arrotar e pra dormir de novo, no berço. Falhei, no  primeiro dia... Não deu, gente... desculpem...

Os primeiros dias são muito difíceis, mas passam e no final tudo fica sincronizado! Relaxem então, ok?

Beijinhos! =**

*Queria escrever mais, porém estou cochilando no teclado... e um fato sobre a Fátima aqui é que ela quase nunca tem sono e é usuária de rivotril. Então cochilar sem ele é um milagre! Mereço até "applause"!*